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domingo, 30 de março de 2014

VELOCIDADE DE ESTOL NÃO EXISTE !

Não importa a atitude do avião: O ângulo de ataque depende do vento relativo !


Velocidade de estol é uma condição que costuma ser mal entendida aos iniciantes na arte e ciência de pilotar aviões. Especialmente porque muitos dos aviões de treinamento empregados no Brasil atualmente não permitem a realização do estol de velocidade.

Esclarecendo aos neófitos, ou reafirmando o que você já sabe: 

Sob a ação de um vento relativo, todo aerofólio tem um ângulo de ataque, denominado ângulo de ataque crítico, a partir do qual ocorre o descolamento da camada-limite da sua superfície, causando uma súbita diminuição das forças aerodinâmicas úteis. Em um avião, esse fenômeno denomina-se estol, quando as asas perdem sustentação, causando perda de altitude.
O procedimento de recuperação é conhecido de todos*.
Costuma-se ensinar ao piloto aluno, que o avião estola a determinada velocidade, quando na verdade deveria se dizer que o avião estola nivelado (com ou sem motor) em determinada velocidade (essa velocidade é menor se o avião monomotor a hélice esteja com motor acelerado).
O avião estola, não porque está voando a determinada velocidade. Estola porque o ângulo de ataque das asas está igual ou maior que o angulo de ataque crítico. Independe da velocidade ! Depende da eficiência do profundor e da velocidade (brusquidão, tosqueira, paúra, medo) com que o manche é levado para trás.
Daí o infeliz fato de alguns pilotos inexperientes querendo fazer recuperação à baixa altura, "colam" o manche no peito (erradamente), excedem o angulo crítico das asas e vão, com o avião estolado, "placar", agredindo o planeta. A velocidade do avião, nestes casos, estará acima da inexistente "velocidade de estol".

* Caso você não conheça, matricule-se em uma escola de pilotagem.


INDICADOR DE ÂNGULO DE ATAQUE


Aeronaves a jato e de transporte público são obrigadas pela legislação a serem equipadas um indicador de ângulo de ataque. E este é um instrumento muito muito útil para se operar um avião com segurança.
Esqueça o velocímetro. Se o ponteiro indicador de angulo de ataque estiver no verde, seu avião está voando. No meio do amarelo, uma boa velocidade de aproximação. No vermelho, seu avião vira uma bigorna (sem asas) ...





 















Porque a legislação não obriga que todos os aviões, inclusive os da aviação geral e principalmente de instrução, tenham pelo menos um indicador de ângulo de ataque instalado e funcionando ?

As universidades norte americanas já utilizam em sua frota de aviões de instrução, os indicadores de ângulo de ataque das imagens acima. Vide http://news.erau.edu/top-news/find-news-releases/2013/aoa-indicators-cessna-fleet.html
 

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Perigo no ar: RAIOS !

Morrer por ter sido atingido por um raio !
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- Raro, não ?
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- Pois é, ocorreu mais vezes no Brasil, no ano passado (2010) do que mortes por acidentes aeronáuticos.
Fonte: CENIPA 
- Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos -


 Já os raios...

 http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/932810-raios-mataram-89-pessoas-no-pais-em-2010.shtml

Raios mataram 89 pessoas no país em 2010 

20/06/2011 - 21h45  


No ano passado, 89 pessoas morreram após serem atingidas por raios no Brasil, de acordo com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). O número é menor que a média registrada entre 2000 e 2009, de 132 vítimas por ano.
Não quero difundir pânico generalizado quanto aos raios, nem querer convencer todo mundo que o medo de voar é apenas um fator psicológico não fundamentado em dados concretos, racionais.

Caso a estatística aqui mostrada fosse referente a acidentes fatais com carros, motocicletas e ônibus, a comparação ficaria mais gritante ainda. Nem por isso pessoas se despedem dos entes queridos ao antrar em um carro, como se (e infelizmente é) a jornada fosse cercada de grandes riscos.

Quero aqui prestar meu reconhecimento ao CENIPA - pelas décadas de trabalho sério realizado com a Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, e também meu voto de confiança à ANAC, que está iniciando seus trabalhos no sentido de dar continuidade (espero que não queira fazer nenhuma "destruição construtiva") a este nobre trabalho.
E a todos que participam da aviação de alguma forma, em atividades profissionais ou amadoras, o alerta que o trabalho de prevenção de acidentes aeronáuticos é árduo, interminável, de baixíssima visibilidade externa e terrívelmente frustrante quando uma ocorrência surge para demonstrar que todo o trabalho precisa incluir mais um enfoque.

Voe com Segurança - Fly Safe !
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